SOZINHA NUNCA MAIS

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4 segredos para você nunca mais reclamar da sua vida amorosa

Esse artigo é para as solteiras, as que namoram sem proposito, para as que têm medo de ficar sozinha, para as casadas e que querem compreender porque a relação não está fluindo mesmo se amando e para todas que buscam o autoconhecimento.

Qual de nós não gostaria de viver uma vida amorosa satisfatória?

Aquela que disser “eu não preciso de homem para nada” está mentindo para si mesma. 

Nós estivemos em uma era na qual só existíamos a partir de um homem. A mulher não tinha sequer CPF, ela existia a partir da identificação de um homem, que era seu pai ou marido.

Ainda bem que isso mudou e vem mudando a cada dia. Entretanto, temos que nos pautar em um cuidado muito grande de não caminharmos em direção ao outro extremo e eu sinto que estamos nos direcionando para ele, mas não como algo que realmente desejamos, mas como uma forma de proteção pelos nossos medos inconscientes, por tantas anulações e abusos que nossas ancestrais, mães e nós sofremos ao longo da nossa história.  

Pois bem, para falarmos sobre relação de casal e falarmos dos segredos que permeiam os tipos de parceiros e relações que nós atraímos é necessário que se compreenda que nada é por acaso. Não é por acaso que João se sente atraído pela Maria e ela por ele, há algo que os liga e nesse momento entra a velha frase “eu tenho o dedo podre” e na verdade estamos apenas sintonizadas com determinada carga energética que aquela pessoa tem e nos identificamos através disso.

Portanto aqui, eu vou lhe mostrar quais são os 4 segredos que fazem você atrair o mesmo padrão de pessoa para sua vida, as mesmas situações e que você sempre fica em sofrimento e sentindo-se desvalorizada e com a sensação de que vai ficar só para sempre.

O 1º segredo é a relação com os teus pais. Sim, Bert Hellinger dizia “A base para que o amor entre homem e a mulher dê certo é o amor da criança pelos pais e dos pais pela criança. Quando existem dificuldades no relacionamento de casal, quase sempre está vinculado ao fato de que a relação com os pais ainda precisa ser curada. Isso é extremamente necessário, pois queremos algo que talvez não tenhamos recebido dos nossos pais. Naturalmente a relação de casal não irá fluir enquanto o amor pelos pais também não fluir.

E muitas pessoas vão pensar, mas como farei isso se o meu pai me abandonou ou minha mãe ou pior, sofri maus tratos ou abusos por parte dos meus pais. Como falar de amor? Então, não tem jeito deu ser feliz?

Então, chegaremos ao 2° segredo, que é a nossa criança interior ferida. Todas nós carregamos internamente a criança que um dia fomos e junto com ela toda a sua alegria, mas também seus traumas e feridas e que muitas vezes despertam os gatilhos em nossa mente.

Muitas tiveram infâncias difíceis e não há como apagar isso ou morrer de amores pelas pessoas que nos fizeram mal. Aqui não vamos romantizar a violência, mas enquanto não olharmos para essa ferida, ela não vai sarar verdadeiramente. Vamos sempre ser atraídas por gatilhos mentais.

Fomos treinadas para escolher por semelhança, mesmo que ruim, nós escolhemos por algo que nos soa familiar. Portanto, se eu tenho uma ferida emocional de abuso vou ressoar com alguém que também tenha essa ferida. Se eu tenho a ferida do abandono vou ressoar com alguém que também tenha e que vai repetir esse ciclo que para mim é familiar.

O importante é olharmos para nossa criança interior, compreender o que se passa com ela e acolhê-la, dar a ela o que não foi possível para aquela mãe e aquele pai e olhar para esses pais sabendo que só existimos graças a eles, que nos dera a vida e que fizeram o que foi possível a eles.

A mágoa nos mantém presa ao agressor e queremos liberdade para amar.

E falando em liberdade, entraremos no 3° segredo que é indisponibilidade. Quantas vezes dissemos que queremos um relacionamento saudável e leve e só atraímos pessoas que somem, pessoas que já são comprometidas ou pessoas que dizem que não estão no momento de se comprometerem. Essas pessoas estão indisponíveis para uma relação e não por acaso atraímos elas para nossa vida. Nós também estamos indisponíveis! Essa é uma verdade difícil de engolir, mas sim, é verdade!

Seja por medo da rejeição, medo de ser o mesmo tipo de relação, por estar focada de forma excessiva apenas no trabalho, por amar demaisss sua rotina (e aí não cabe mais ninguém), seja por acreditar que todos os homens não prestam, seja por repetir que está muito bem sozinha o tempo todo quando perguntam sobre sua vida afetiva, ou ainda, porque o pai foi tãooooo maravilhoso que hoje nenhum homem chega aos pés dele. Tudo isso é uma forma de indisponibilidade interna inconsciente.

Atraímos o que somos. Se só atraio pessoas indisponíveis, o que eu preciso olhar dentro de mim e liberar para que essa chave mude? Fica a pergunta para leitora.

E por fim, mas não menos importante, o 4º segredo, o desequilíbrio na relação. Esse segredo é de ouro porque as maiorias dos relacionamentos não terminam por ausência de amor, mas por ausência de equilíbrio.

A relação de casal tem sucesso quando há intercâmbio entre o dar e o tomar. Um dos parceiros faz algo de positivo e o outro retribui e assim a relação flui com leveza e harmonia, mas quando um faz muito e o outro recebe muito a balança se desequilibra, então o relacionamento entra em perigo. Com isso, o amor esfria.

Vejo nos atendimentos mulheres que se tornam “mães” dos parceiros ou os veem como “pais” delas e isso é o caminho para fracasso da relação. Despejamos no parceiro toda a nossa carência ou nossa necessidade de controle.

Tomar consciência de dinâmicas inconscientes que nos fazem estar em determinadas situações de sofrimentos em nossa vida é a chave para poder fazer diferente e viver de forma plena e próspera em todas as áreas da nossa vida.

Nada melhor do que ter com quem dividir nossas conquistas e vitórias.

Termino esse artigo com um trecho apaixonante de Arthur da Távola.“Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos.”

Autora:

  • Valéria Bessa
  • Consteladora Familiar
  • @valeriabessa_
  • Tel: (31) 988263918

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