Tereza Cristina
A inclusão que não incomoda não muda nada
@terezamendescss
Em 2011, num único ano, perdeu o filho Eduardo com 29 semanas, recebeu o diagnóstico de câncer do pai e viu a Laura nascer prematura, com uma síndrome rara chamada Coffin-Siris, uma criança em 50 milhões.
Tereza Cristina entrou em modo de sobrevivência e nunca mais saiu completamente.
Aprendeu a abrir laudos antes de qualquer médico da família.
A lutar com convênio, com escola, com Conselho Tutelar.
A encontrar cuidadoras que se tornaram família.
A ouvir que a filha não seria aceita em escola alguma.
E ficou ao lado da Lauroca enquanto ela dançava, enquanto cantava, enquanto se tornava rainha de empatia, como é chamada.
Médica de dor, especialista em cuidados paliativos, que aprendeu na própria maternidade que cuidar não é só técnica, é presença, escuta, humanidade.
Há quatro anos, voltou a dançar, fez as pazes com o espelho e está redescubrindo quem é além da mãe que cuida.
Porque a Lauroca não é definida pelo diagnóstico, ela é abraço apertado, olhar que comunica, riso inesperado. Ela é resistência.
Essa história está inteira no livro PADECENDO NO PARAÍSO.
Porque ter uma vida rara não é ter uma vida frágil. É ter uma vida com uma força que poucos entendem.
📖 @editora.empreender