Susana Barreiros

Quando o corpo desacelera, o coração impulsiona a alma a seguir

@susibf
Susana BarreirosEla cruzou a linha de chegada de um Ironman 70.3, representou o Brasil num campeonato mundial na Espanha, seus filhos gritavam da beira d’água: “Vai, mamãe! Vai, mamãe Brasil!”

Susana Barreiros sempre teve uma centelha incandescente por dentro.

Desde menina: bicicleta sem rodinhas, rua cheia de esporte, aquela inquietação que ninguém sabia explicar.

Mas em 2024, depois de meses sentindo a perna diferente, menos potência, andar estranho, joelho travando, ouviu as palavras que não queria pronunciar: “Pode se tratar de ELA.”

No hotel, em São Paulo, desabou nos braços do Rodrigo, pensou nos filhos. E no que representaria para eles aquela novidade terrível.

Hoje usa cadeira de rodas, não corre mais com as próprias pernas, mas aprendeu que a força não mora apenas nos músculos, ela vem de dentro e aquela chama incandescente ainda arde, mais consciente e igualmente viva.

Porque o verdadeiro Ironman da sua vida é permanecer com amor e dignidade mesmo quando a forma de propulsão mudou.

 

Essa história está inteira no livro PADECENDO NO PARAÍSO.

Porque algumas linhas de chegada a gente cruza por dentro.

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