Simone Maini

Entre linhas e esperança: a mulher que bordou seu próprio destino

@ateliesimonemaini / @maini.store
Simone MainiEla tinha 7 anos quando a mãe foi embora. O pai estava perdido no alcoolismo. E Simone foi para o orfanato — com a irmã de 3 anos na mão.

Foi lá que aprendeu a bordar. Não por vontade. Ela fugia das aulas. A puxavam pela orelha.

Mas a agulha e o tecido foram ficando. E sem perceber, o bordado foi se tornando parte dela.

Aos 18, saiu do orfanato. Foram para o Rio de Janeiro. Trabalhou em casas de Ipanema, Leblon, Copacabana. Comeu depois de todos, em prato separado, num canto separado.

Um patrão lhe mostrou a capa de uma revista e prometeu uma vida de conforto em troca da dignidade.

Ela olhou para ele. Olhou para si. E saiu no mesmo dia — com uma mão na frente e outra atrás. Mas com algo que ninguém poderia tirar.

Voltou para Minas. Casou. Teve filha. Ficou viúva aos 30. Sozinha, com a Samara de 8 anos e sem dinheiro nenhum.

Foi então que lembrou dos retalhos.

Pediu sobras de tecido para as costureiras da cidade. Cortou. Costurou. Combinou cores. E fez as primeiras bolsas.

Cada retalho que alguém descartava ela enxergava diferente — via possibilidade.

Aquelas bolsas foram para outros estados. Depois para Portugal. Para os Estados Unidos. Para a Alemanha. Para a Suíça.

A filha que ela criou sozinha com os retalhos se formou. Fez pós-graduação. Trabalha com crianças com necessidades especiais.

E juntas — mãe e filha — construíram a MAINI. Uma marca que é o sobrenome delas, a história delas, costurada em cada ponto.

 

Se essa história tocou algo em você, ela está inteira no livro Mulheres que Transformam Vidas.

Porque tem mulheres que pegam o que sobra e fazem o extraordinário.

📖 @editora.empreender