Maria Angélica
Mães precisam de mães
@escutamaterna
Era Dia das Mães quando saiu do hospital com ele nos braços.
Dez de maio de 2015. Dois dias de vida. Ela, 29 anos.
E um olhar que a convocou à vida como nada antes havia feito. Maria Angélica cresceu sendo bailarina promissora, aluna brilhante, respondona e rebelde. Sonhava com ser mãe desde sempre.
Mas a maternidade chegou num casamento que se desfazia, numa gravidez cheia de crises, enjoos, sangramento, enurese. E depois, numa perda de emprego que a forçou a parar quando mais precisava trabalhar. No meio da noite, amamentando semiacordada, ela encontrou grupos de mães online.
E descobriu que ao tentar acolher outras mães, ela se acolhia.
Veio a depressão. A violência doméstica. O adoecimento físico. Uma semana internada, morfina, sem diagnóstico. E a decisão mais corajosa: recomeçar.
Da solidão e da dor nasceu a Escuta Materna, um espaço para ouvir o que
ninguém mais quer ouvir, o que a maioria nem sabe que sente.
Psicóloga. Psicanalista.
Especialista perinatal. Professora.
Mas o título que mais define quem ela é? MÃE.
E a certeza que carrega: a maternidade é a presença incansável do amor nas nossas vidas.
Essa história está inteira no livro PADECENDO NO PARAÍSO.
Porque quando uma mãe encontra espaço para ser ouvida, ela aprende a escutar a si mesma.
📖 @editora.empreender