Kelly Cristina
Permanecer em mim foi a maior escolha
@kcosantos_lawyer
Ela tinha 5 anos quando a fechadura foi trocada. Sua mãe girou a chave duas vezes. Nada. E ali ficaram roupas, sapatos, fotografias, brinquedos.
Kelly Cristina aprendeu cedo, sem que ninguém ensinasse: a viver em alerta. Morou com a mãe, avós, pai, tio e amigas antes de ser adulta.
Cada endereço, um provisório. Cada aproximação, um teste de quanto durava antes do abandono.
Trabalhou como balconista de feira, vendeu cachorro-quente no Mineirão, fez faxina de escritório enquanto estudava Letras. Depois Direito. Depois Portugal.
Mas o que ninguém via por trás da trajetória construída com tanto esforço, era a menina de 5 anos ainda parada diante de uma porta que não abria.
A maternidade chegou. O divórcio chegou. A terapia chegou.
E com ela, finalmente, a pergunta certa: eu vou ficar comigo?
Cruzou o oceano. Inscreveu-se na Ordem dos Advogados de Portugal.
Trouxe a sobrinha para morar com ela.
E foi construindo, tijolo a tijolo, a casa que nunca havia tido. A porta que não se fecha mais, é ela.
Essa história está inteira no livro PADECENDO NO PARAÍSO.
Porque permanecer em si mesma é a maior prova de coragem.
📖 @editora.empreender