Juliana Randazzo

A coragem de deixar ir para voltar a ser

@julianamourarandazzo
Juliana RandazzoEla entrou num casamento no meio de um luto.

A avó que era quase mãe estava morrendo. Ela estava vulnerável. E um homem cheio de certezas chegou com intensidade, com palavras que a colocavam num lugar onde ela nunca tinha sido colocada: especial, única e rara.

Ela achou que era amor. Hoje sabe que era pressa.

Nos primeiros meses, a casa virou ponto de encontro de amigos, videogame, fumaça, barulho e ela foi sendo isolada devagar, sem perceber.

Amigos afastados. Família afastada. Ela defendia quem a destruía.

O corpo adoeceu antes da consciência. Crises de pânico. Fibromialgia. Dias em que mal conseguia sair da cama.

A terapia entrou como última tentativa de sobrevivência. Duas, três sessões por semana. Aos poucos, ela começou a enxergar o que antes se recusava a ver.

Não era só sobre ele. Era sobre o que nela permitia aquele tipo de relação.

Demorou quase um ano para sair. Não foi covardia, foi estratégia de sobrevivência.

Saiu. Pagou o preço. Pagaria de novo.

Veio o reencontro consigo mesma, não romântico, não bonito, não rápido. Veio o estudo. A reconexão. Veio um homem diferente e verdadeiramente especial. Veio a perda de um bebê. Veio a gravidez inesperada quando ela finalmente desistiu de controlar. Vieram os dois filhos maravilhosos.

E veio o propósito: acompanhar mulheres que carregam as mesmas histórias, os mesmos medos, as mesmas tentativas de permanecer onde já não cabiam.

“Se eu posso acompanhar outras mulheres hoje, é porque um dia eu precisei ser acompanhada.”

 

Se essa história tocou algo em você, ela está no livro DO SONHO AO SUCESSO, Juliana uma mulher que aprendeu que retornar ao feminino não é voltar à fragilidade. É voltar à verdade.

📖 @editora.empreender