Gyseli Ferreira
O encontro com minha verdadeira paixão
@profgyselinasfer
Quando todo mundo perguntava “O que você quer ser quando crescer?”
Gyseli travava.
Enquanto a irmã já sabia desde pequena, ela ficava ali — animada, falante, cheia de vida — mas sem resposta.
Cresceu sendo aquela aluna dedicada, honra ao mérito, nunca faltava esforço. Mas o que fazer com tanta energia quando o caminho ainda não tem nome?
Começou em Comunicação Social. O coração bateu mais forte — fotografias, arte, palavra. Era isso.
Mas o mercado no interior nos anos 2000 não tinha espaço. E ela não queria mudar de cidade.
Então foi trabalhar num posto de gasolina. E numa conversa despretensiosa com um contador que admirava, ouviu: “Ciências Contábeis tem mais oportunidade.”
Foi. Mesmo detestando cada aula. Mesmo se perguntando se era aquilo para o resto da vida.
Fez o curso. Fez o mestrado. E foi numa sala de aula — como professora substituta — que algo acendeu de volta.
A comunicação que ela havia deixado para trás encontrou seu lugar ali: no ensino.
Transformar contabilidade — fria, densa, técnica — em algo leve o suficiente para os olhos brilharem. Era isso que ela sabia fazer.
E levou esse dom para o Banco Central de Moçambique, para empreendedoras construindo seus primeiros cursos, para cada aluno que chegava perdido e saía acreditando no próprio potencial.
Neta de uma mulher analfabeta a quem negaram o estudo. Neta de uma lavadeira que criou sete filhos sozinha.
E hoje: mestre, professora, palestrante. Não apesar de onde veio — por causa de onde veio.
Se essa história tocou algo em você, ela está inteira no livro Mulheres que Transformam Vidas.
Porque às vezes o que parecia o caminho errado era só uma rota mais longa para o lugar certo.
📖 @editora.empreender