Fá Senra

Nas entrelinhas da alma: a poesia do recomeço

@fabs____________
Fá SenraEla cresceu numa casa sem televisão.

O pai médico não queria a TV dentro de casa. Então ela aprendeu outra coisa — aprendeu a criar mundos dentro da própria cabeça.

Enquanto as outras crianças assistiam à novela, Fá Senra desenhava, inventava personagens, chorava no coral da missa sem saber explicar por quê.

Era a arte atravessando uma menina que ainda não tinha nome para o que sentia.

A mãe costurava sonhos, bordava silêncios, pintava porcelanas. E foi ela — sem lousa, sem diploma — quem ensinou Fá a ver beleza onde os outros só viam pano.

Virou designer de moda. Criou acessórios por mais de 15 anos para grandes marcas. Foi stylist, figurinista, artista.

Mas chegou um dia em que a arte que sempre deu fôlego começou a faltar. E veio a exaustão de quem cria muito — e sente pouco.

Foi quando perdeu o pai que tudo desmoronou de vez.

E foi aí — no vazio, na saudade, no sem chão — que Fá percebeu que precisava resgatar a artista. Como quem procura uma boia no meio do mar.

Nasceu uma marca. Gestada na saudade. Parida na coragem. Feita de objetos que não são só objetos — são pedaços de memória com forma.

Porque a arte, ela descobriu, não serve só para criar. Serve para sobreviver.

 

Se essa história tocou algo em você, ela está inteira no livro Mulheres que Transformam Vidas.

Porque tem mulheres que transformam dor em beleza — e isso é a mais pura forma de arte.

📖 @editora.empreender