Carol Saletti
Sobre sonhos e obstinações
@carol.saletti
Perdeu dois bebês antes de descobrir que queria ser mãe de verdade.
Perdeu o terceiro, o Raphael, dentro dela, no oitavo mês. Cinco dias depois do diagnóstico, o parto silencioso. Os seios chorando leite sem bebê.
O caixão branco pequeno demais para caber numa despedida.
Carolina Saletti Teixeira é a obstinada. A que tentou. E voltou. E tentou de novo. Porque quando o obstetra disse “se você quer ser mãe e nunca mais tentar, o não será sua resposta” ela foi buscar outro caminho.
Veio a Anabelle, viva, real, nos braços. Depois a Camille. E no meio de tudo isso, a dança. Sempre a dança.
O Casulo, seu estúdio, inaugurou a cinco dias de abrir no lockdown da Covid. Ela entrou no mundo online, aprendeu algoritmo, criou lives. E sobreviveu.
Hoje são 300 alunas de 34 a 90 anos.
“Todo corpo pode dançar.”
“Não somos saradas, somos curadas pela dança.”
Porque conciliar ninho e casulo é exatamente isso: padecer no paraíso.
Com alegria, com culpa, com presença. Com tudo que a vida entrega quando a gente não desiste.
Essa história está inteira no livro PADECENDO NO PARAÍSO.
Porque há mulheres que perdem e recomeçam com a mesma teimosia de quem ama.
📖 @editora.empreender