Bebel Soares

A menina que queria a ilha paraíso

@padecendo
Bebel SoaresEla tinha 4 anos quando o mundo deixou de ser seguro.

E ainda assim, com tudo que carregou desde lá,criou um dos maiores espaços de cuidado entre mulheres do Brasil.

Bebel Soares cresceu sendo “a Mulher-Gato” nas brincadeiras, a aluna que desapareceu no 1º ano do ensino médio por falta de vontade de viver, a menina que se reinventou com outro nome para sobreviver à própria dor.

Casou respondendo “beleza” a um pedido de noivado por e-mail. Teve o

Felipe, um filho enorme, gorducho, risonho e descobriu que adorava trabalhar.

E então, num post numa rede social que mal conhecia, criou o Grupo Padecendo no Paraíso.

Trinta amigas. Depois 10 mil. Fila de espera de mais 5 mil.

Uma comunidade que nasceu da solidão das 2 da manhã, das mamadas sem sono, do bicho irritado que o filho ficou aos quase 2 anos.

E que virou movimento de combate ao abuso sexual infantil, eventos, palestras, coluna de jornal, diagnóstico de altas habilidades, TDAH, câncer de mama, depressão.

Tudo atravessado. Tudo vivido.

Sem romantizar. Sem fingir que foi fácil.

Porque Bebel sempre soube de um jeito que poucos entendem: ser mãe é padecer em qualquer lugar. E o paraíso que ela queria desde criança, a Ilha Paraíso da Mulher-Maravilha, onde só viviam mulheres, ela foi e construiu com as próprias mãos.

Arreda, que ela passou.

E não parou nunca mais.

 

Essa história está inteira no livro PADECENDO NO PARAÍSO. Porque existem histórias que nascem de uma porta que se fecha e que abrem espaço para milhares.

📖 @editora.empreender